domingo, 23 de janeiro de 2011

Redes Sociais: Evolução

As Redes Sociais, que começaram apenas com a proposta de compartilhamento de conteúdo e informações, se tornaram campo para muitas experiências, o que resultou na existência de inúmeras opções para participação e uma incontável quantidade de perfis e cadastros abandonados.

Ao analisarmos a estrutura da comunicação dentro dessa realidade é possível distinguir como se fosse uma mídia diferente da internet de sites e portais, importante ressaltar que uma não susbstitui a outra e no entanto se completam com uma semelhança à televisão e impressos.

Algumas empresas tentaram criar as suas próprias redes sociais, tais como: O Livreiro e Snacklife, da Livraria Cultura e da PepsiCo respectivamente. Enquanto outras tentaram montar em seus próprios portais sistemas para receber videos e conteúdo que muito se assemelhavam ao modelo de sites já existentes como os portais da Globo.com e do Yahoo.com.br.

 Acredito que o grande passo em relação à interação das empresas com seus consumidores está sendo executado agora, que é a utilização das redes sociais em favor das empresas com estratégia simples, mas eficaz. Não tentando concorrer com os sites de compartilhamento já existentes, mas utilizando-os para criar conteúdo e compartilhar com o público. Nunca abandonando os sites institucionais da "internet tradicional" ou "internet 1.0".

Agumas empresas inovaram com a migração de conteúdo de websites para o Twiiter e Facebook. Como a Kamchatka, agência argentina que com 8 perfis do Twitter e 3 posts iniciais montou seu site e também a agência MonkeyBusiness que montou uma página especial do Facebook para conter o mesmo conteúdo de seu website.

Outras iniciaram campanhas exclusivas na web que ocorreram com anúncios nos sites institucionais e aplicação dentro das redes, tais como: “Kuat Oh Yeah Experience” que com a hashtag #KuatOhYeah no YouTube realizava semanalmente votações e o eleito participava da gravação do vídeo oficial com o Marcelo Adnet, e a Smirnoff organizou os vários locais da festa simultânea "Smirnoff Nightlife Exchange Project" através da colaboração de seus consumidores pelo Facebook.

Não podemos prever quais novidades surgirão dentro das redes sociais ou na internet, mas já sabemos que mesmo que é necessário no mínimo estar presente e ouvir atentamente os seus consumidores.

domingo, 9 de janeiro de 2011

2011 - Marketing Digital

O ano passado foi marcado pela popularização dos dispositivos de acesso a internet móvel, como os tablets, smartphones e netbooks. Uma pesquisa da ComScore aponta que mais de 75 milhões de usuários de internet fazem compras pela rede, que esta muito mais segura do que era 3 anos atrás, essas compras geraram um faturamento de quase R$ 15 bilhões durante o ano de 2010. Cinco mil foi o número de pequenas e médias empresas que começaram a praticar o e-commerce nos últimos 12 meses, aumentando ainda mais as alternativas para compras na internet.

Apesar de ser uma área com muitos profissionais, a publicidade virtual sofre com falta de qualificação. São raras as agências que possuem algum tipo de controle ou análise de retorno sobre os investimentos feitos em mail-marketing, banners em blogs ou divulgação em redes sociais. A maioria dessas agências trabalha com programas que enviam anúncios, mas não registram o custo benefício em relação à outras mídias. Poucas são as agências que se propõem a ir além e oferecer formas alternativas de mídia, como jogos ou aplicativos para o Facebook, dentre outras possibilidades.

Atenção para as empresas que ainda contratam publicitários para cuidarem de suas contas no Facebook, Twitter, Orkut, MySpace e outros. Ao fazer isso a empresa assina uma espécie de procuração virtual que permite a agência responder por ela e é claro que ninguém da pode conhecer tão bem a empresa quanto um executivo ou gerente da mesma. Observe que as empresas que mais se destacaram nas redes sociais encarregaram um de seus profissionais internos de responder em nome da empresa. Pode parecer simples, mas as marcas Coca-Cola, Starbucks, Dell, Dunkin' Donuts, JetBlue e The History Channel se destacaram em 2010 em ações executadas dentro do contexto de mídia social, confira na Reportagem da Exame.com.

No ano passado a parte da receita de marketing destinada à publicidade digital ficou na média de 10%, em 2011 deve aumentar muito, pois 33% das mulheres da Classe C preferem internet à televisão, de acordo com o levantamento da Razorfish/Terra. Portanto não é mais uma questão de se vale a pena entrar na internet, mas como entrar na internet.

domingo, 2 de janeiro de 2011

O Valor de uma Logomarca: Conceito de Marca

Muitas vezes quando se aprende sobre a metodologia e as ferramentas para a criação de uma marca ou logomarca é difícil expor um exemplo, pois as principais marcas e mais famosas já passaram por diversas alterações. Sendo que diversas marcas de grandes empresas acabaram sendo criadas sem a menor preocupação com conceito. É claro que uma logomarca ruim não impede a empresa de crescer, apenas atrapalha, ne entanto uma logomarca clara que expresse os conceitos da empresa, por sua vez, ajuda a empresa expandir.

Felizmente foi publicado em Abril de 2010 o edital para a criação da logomarca do RIO 2016 e a logomarca escolhida representa bem os quesitos requeridos pelo edital. Dessa forma podemos conceber detalhadamente o processo de criação de logomarcas aplicado de maneira correta, pois a agência vencedora a Tátil Design de Idéias conta em seu vídeo que desenvolveram umas 150 propostas e incontáveis alterações. A agência apresentou um vídeo de making-of da logomarca onde expõe opiniões de seus colaboradores, que participaram do job.

Acredito que a logomarca será um sucesso e esse sucesso será confirmado pela aparição de uma tendência de logomarcas em 3D, pois foi esta a principal inovação apresentada pela Tátil. Com um trabalho minimalista representaram a palavra RIO e o Pão de Açúcar, além do espírito de união e comemoração. Soma-se ainda a posssibilidade de produzir desde totens para PdV's de produtos até objetos virtuais para jogos e realidades como a do Second Life ou WOW.

Uma logomarca simples e clara que contém os significados da Olimpíada e do Rio de Janeiro, inovadora e atual, que será utilizadas em televisores 3D, em anúncios em cinemas com o mesmo recurso e também em chaveiros e souvenirs da Olimpíada.



Rio 2016 from Tátil Design de Ideias on Vimeo.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Vodka Absolut: Marketing em Garrafa

As opções de sabores vão desde Frutas Cítricas até a versão super primium da vodka, a 100, passando por Baunilha, Citron, Mandrin, Peppar, Mango e Apeach. Tudo isto fez da embalagem de Absolut um ícone e um dos componentes do mix de um produto mais admirados por consumidores do mundo todo.
Um exemplo compatível é Coca-Cola. “Poucas marcas atingiram este status em termos de embalagens. Pela silhueta da garrafa o consumidor sabe que é Absolut”, aponta João Rozário (foto), Gerente de Grupo das marcas Trendy da Pernod Ricard Brasil e responsável por Absolut no Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Apesar do sucesso das garrafas, não é fácil encontrar Absolut no Brasil. A estratégia de distribuição do produto, desde que a marca entrou no portfólio da Pernod Ricard, em 2008, é voltado para o varejo e os pontos de dose - o mais importante e o principal canal de desenvolvimento da imagem da marca.

Veja a matéria completa no site do Mundo do Marketing.
Em http://www.mundodomarketing.com.br/1,14272,absolut-embala-marca-e-diferenciacao-em-garrafas-inovadoras.htm

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A 140 toques dos consumidores

Como grandes empresas começam a usar o Twitter, rede social com mais de 100 milhões de seguidores em todo mundo, para tentar atender melhor seus clientes.

Dicas de como fazer bom uso do twitter, segundo a experiência de grandes empresas.

RESPONDER RÁPIDO
Os usuários que solicitam serviços ou fazem reclamações pelo Twitter esperam uma resposta rápida:
Exemplo: na operação brasileira da Lufthansa, um funcionário acompanha e responde a seus 1 800 seguidores em até 1 hora.

MANTER A INFORMALIDADE
Com apenas 140 toques por mensagem, não há espaço para formalidades. Os usuários estão acostumados a certa descontração:
Exemplo: a seguradora Porto Seguro orienta seus funcionários a usar abreviações como "vc", em vez de "você", e "p/", em vez de "para".

OFERECER CONTEÚDO
Para atrair seguidores, o indicado é não apenas reagir aos comentários mas também gerar conteúdo:
Exemplo: em dois perfis, um voltado para corredores e outro para fãs de futebol, a Nike publica dicas úteis para quem pratica esportes.

CRIAR MAIS DE UM PERFIL
Manter perfis distintos para atender o consumidor ou oferecer promoções, por exemplo, funciona melhor do que um único canal:
Exemplo: a JetBlue, que possui 1,6 milhão de seguidores, criou um perfil para ofertas e outro para resolver problemas dos clientes.

A reportagem completa de Juliana Borges com Ana Clara Costa está na Revista Exame edição 967 pg. 96. Mas no Portal Exame você também encontra a versão completa da matéria.
http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0967/gestao/140-toques-consumidores-552988.html?page=2552988.html?page=2

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Marcas precisam de conjunto de qualidades “energizadoras” para criar valor

Muitas empresas que atuam no mercado de consumo de massa, oferecendo produtos e serviços, enfrentam um sério dilema, que não tem relação com os efeitos da crise econômica mundial mais recente. Nos últimos cinco anos, as fórmulas comprovadas para impulsionar as vendas e aumentar a participação de mercado têm se tornado cada vez mais irrelevantes. Em todos os lugares, o valor agregado que as marcas proporcionam ao consumidor está caindo e esse declínio começou muito antes da derrubada das bolsas de valores.

Chegamos a essa conclusão após pesquisas exaustivas sobre as marcas. Percebemos, desde meados de 2004, tendências importantes, como a mudança de atitude do consumidor em relação aos tipos e aos segmentos de marcas. Em todos os setores – do de aviação ao automobilístico, passando pelos de bebidas, companhias de seguro, turismo e varejo – constatamos queda significativa nos principais indicadores de valor de marca, como percepção do tipo top of mind, confiança e admiração. Muitas marcas não estavam aumentando o valor intangível da empresa como costumavam fazer. Em vez disso, grande parte delas parece estar marcando passo no mercado.

No entanto, outra pesquisa que realizamos sobre o desempenho financeiro de empresas voltadas para o mercado de consumo revelou que as marcas estavam criando mais e mais valor para as companhias e seus acionistas. A evidência disso estava no preço crescente das ações, impulsionado pelo valor intangível que os mercados acionários estavam implicitamente atribuindo às marcas. Mesmo depois do colapso das bolsas de valores no final de 2008, nossos estudos demonstraram que o valor da marca ainda representa cerca de um terço do valor da empresa no mercado acionário.

Analisando todos os dados juntos, descobrimos que havia um aumento do valor que os mercados financeiros atribuem às marcas, mas esse crescimento as beneficia cada vez menos. Para gigantes como Google, Apple e Nike, o valor da marca continua aumentando fortemente, mas a quantidade de casos de alto desempenho, de marcas criadoras de valor como essas, tem diminuído em todos os setores. Ao mesmo tempo, o valor real criado pela vasta maioria das marcas está estagnado ou em franco declínio.

Esse descompasso entre o comportamento dos consumidores em relação às marcas e o valor de mercado das empresas é a receita do desastre em dois níveis. No plano macroeconômico, significa que o preço das ações da maioria das empresas voltadas para o mercado de consumo está sobrevalorizado: há uma “bolha de marca”. Uma vez que ela murche, ou pior, estoure, pode afetar o mercado acionário em todo o mundo. Para os líderes das organizações, esse descompasso indica um sério e contínuo problema de gestão da marca.

O que as empresas podem fazer para assegurar que suas marcas não estão entre as perdedoras? Nossa pesquisa revelou que as marcas mais bem-sucedidas atualmente – entre elas Adidas, iPhone, Pixar e Wikipedia– soam para os consumidores de uma forma especial: transmitem entusiasmo, dinamismo e criatividade de um modo que a grande maioria das marcas não consegue fazer. Chamamos essa qualidade de “diferenciação energizadora” e conseguimos identificar, entre muitos atributos de marca, os indicadores que medem essa qualidade.

Este conteúdo foi copiado do site Mundo do Marketing como registro para estudo. Leia o conteúdo na integra em http://www.mundodomarketing.com.br/11,13954,furando-a-bolha-das-marcas.htm

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Estratégias de Marketing

De acordo com Michael Porter, as estratégias de marketing podem ser generalizadas em três vertentes principais, sendo Diferenciação do Produto, Liderança de Custos e Segmentação de Mercado. A maior parte das empresas deve escolher apenas uma das três estratégias para aplicar em seu plano de crescimento. No entanto poucas empresas possuem o fôlego (capital) e o knowhow para praticar mais do que uma estratégia de maneira paralela.

Diferenciação do Produto
Essa estratégia visa agregar valor ao produto por meio de serviços extras (tais como assistência e conteúdo exclusivo), matéria-prima diferenciada (pode ser de material mais resistente, biodegradável ou origem específica) e função ideológica (a empresa ajuda uma ONG ou possui projetos filantrópicos). Em todos os casos a intenção é que o consumidor consciente adquira o produto, mesmo com um preço mais elevado ou premium.

Como as sacolas ecológicas que custam mais para o consumidor e no entanto tem crescido em vendas por todo o país. Sendo que muitos brasileiros passaram a comprar também sacolas plásticas para o lixo residencial, onde antes eram utilizadas as sacolas de supermercado guardadas nos puxa-sacos.

Liderança de Custos
Ao alcançar a liderança de custos a empresa poder optar por dois caminhos. Um deles é manter o preço e obter mais lucro por produto vendido, utilizar essa margem para premiar vendedores e colaboradores incentivando o aumento das vendas em quantidade, aumentando ainda mais o retorno final. O outro caminho é baixar os preços dos produtos e divulgar, dessa forma o aumento das vendas em quantidade é progressivo e é também um golpe na concorrência que caso não consiga acompanhar a estratégia, acaba fechando as portas.

O Walmart é mundialmente conhecido por seus preços baixos, norlamente vence os preços de seus concorrentes em pelo menos 15% do seu mix de produtos, forçando-os a baixar os preços, fazer promoções regulares ou mudar de estratégia para não falir.

Segmentação de Mercado
A empresa passa a atender um público tão específico que chega quase à exclusividade. Claro que qualquer pessoa pode entrar e comprar, mas o marketing modifica a publicidade da empresa para um grupo com características semelhantes. O foco é conquistar novos clientes por recomendação, entra o SAC e pós-venda como base da empresa. Redes sociais facilitam essa interação e proporcionam agilidade para quem optar por esta estratégia. Os clientes não irão buscar o menor preço, pois consideram que não existe concorrente, o desejo de consumo vem da marca e não do produto.

A Melissa é excelente em produzir linhas de calçados que se tornam objeto de coleção por suas usuárias. Blogs e mais blogs se dedicam a abordar e exibir coleções e até modelos fora de linha. Quando uma consumidora pensa em comprar uma Melissa, não compara com preço de outros calçados, mas apenas com a possibilidade de pagamento que ela mesma possui.